História

Há 120 anos…

O Centro de Bem-Estar Infantil e Juvenil do Coração de Jesus (CBE) é um colégio centenário, fundado em 1893, propriedade da congregação das Irmãs Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora, com o nome de Asilo-Colégio do Sagrado Coração de Jesus ou Colégio de S. Dinis, na Rua de S.Dinis, n° 76, no Porto, numa antiga fábrica de sabão, que após as devidas alterações, passou a estabelecimento de ensino, com internato, externato e infantário para crianças e adolescentes do sexo feminino. O edifício original nasceu da adaptação de uma antiga fábrica de sabão e foi aí que começou a funcionar o primeiro estabelecimento de ensino, preparado para receber crianças e jovens do sexo feminino que podiam frequentar o colégio, em regime de internato ou externato.
Em 1901, o colégio foi registado como propriedade da Congregação das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora ficando em nome da superiora e diretora do estabelecimento da época: Marie Joséphine Dupé. Nessa mesma data, foi criada a Associação de S. Dinis, cuja principal missão era assegurar a educação das crianças, sendo gratuita para as mais necessitadas.
Em 1910, o colégio tinha ao seu serviço uma comunidade constituída por vinte e oito religiosas e era frequentado por 90 alunas internas e 200 alunas externas. Nesta época inicia-se um período conturbado, fruto de imposições legislativas do Estado que reclama para si, a posse dos bens das extintas corporações religiosas, e proíbe todos os membros das associações religiosas de exercerem o ensino. As religiosas do colégio foram expulsas em outubro, mas duas delas foram designadas pelas autoridades como guardiãs do imóvel, o que permitiu, enquanto o governo não decidia o destino a dar ao edifício, que outras irmãs aí se refugiassem, formando uma comunidade. Durante este período, as Irmãs continuaram a cuidar das crianças órfãs, recolhidas na instituição e a ministrar educação a crianças pobres. Na capela continuaram a realizar-se as práticas religiosas da comunidade ainda que sob alguma reserva.
Em 1920, por sentença do Tribunal Permanente de Arbitragem de Haia, o imóvel do Asilo – Colégio do Sagrado Coração de Jesus foi finalmente entregue à sua legítima proprietária Marie Joséphine Dupé, Franciscana Missionária de Nossa Senhora.
Em 1925, as autoridades reconhecem o trabalho desenvolvido pelas Franciscanas, concedendo o estatuto de utilidade pública ao colégio. Nesse ano, são restituídas à sua capela, as imagens religiosas que tinham sido levadas em 1910 e voltou a realizar-se a cerimónia da Primeira Comunhão, interrompida desde então. Em 1927, o Colégio contava com 12 religiosas, 50 alunas internas e 140 alunos externos.
Em 1936, o colégio S. Dinis, por despacho de 7 de dezembro, vê reconhecido o seu caráter de instituição de beneficência e, pelo alvará n.º 274, passou a ser considerado Estabelecimento de Ensino Particular, podendo ministrar o curso primário elementar, de acordo com os programas oficiais.
A 5 de novembro de 1941, o Ministério da Justiça restitui à Congregação a propriedade plena do colégio e, a partir de 1942, o estabelecimento é autorizado a ministrar o ensino em regime de duas secções, fixando-se a lotação do género masculino em 124 alunos e a lotação do género feminino em 70 alunas.
Em 1945, a moradia contígua às instalações do Colégio S. Dinis, que tinha sido adquirida em julho de 1928, passa definitivamente para a posse da Congregação, destinando-se a casa de formação para as missionárias.
Na década de sessenta, o Asilo – Colégio mantinha 120 alunas internas. Além da instrução primária, as alunas internas eram preparadas para a vida ativa, aprendendo culinária, corte e costura e serviços domésticos. As alunas que revelavam aptidão especial para o estudo frequentavam o ensino técnico liceal.
Em edifício anexo funcionava, então, o lar que, em 1971, foi totalmente remodelado, passando a receber meninas para o ensino primário e crianças de ambos os sexos, no ensino pré-escolar.
Em outubro de 1972, o Asilo – Colégio do Sagrado Coração de Jesus, de acordo com os estatutos aprovados superiormente, passa a denominar-se Centro de Bem-Estar Infantil e Juvenil do Coração de Jesus, continuando a ter como objetivo principal a educação e a preparação profissional de crianças e jovens do sexo feminino, com vista à sua integração social, mantendo, para tal, em atividade o internato e lar feminino e o jardim de infância.
A partir de 1974, o CBE manteve-se fiel ao seu objetivo e as suas alunas internas, oriundas de estratos sociais desfavorecidos, acolhidas nesta instituição, em grande parte por decisão do Tribunal de Menores ou por indicação das Assistentes Sociais, continuaram a frequentar as escolas oficiais, prosseguindo aí os seus estudos se, para tal, revelassem aptidão.
Nos últimos anos, a Congregação levou a efeito uma total remodelação da casa, tendo sido construído um novo edifício escolar, um ginásio polivalente e um complexo de piscinas.
O CBE dispõe atualmente de um internato para 35 meninas, de um externato misto com dois níveis de ensino: educação pré-escolar e 1.º CEB, frequentado por cerca de 300 crianças.
 As Irmãs continuam a desenvolver a sua dedicada função assistencial e educativa destinada a jovens e crianças oriundas dos mais diversificados estratos sociais.
 


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